LOUCURAS E AMORES NA PSICANÁLISE

Adilson Valentim – Turma 2015

Apaixonado. Foi assim que me senti quanto a Jornada desse ano. Nos dois dias que estive por lá, o que pude ver e ouvir foi um encontro de pessoas absolutamente envolvidas com a Psicanálise. Cada um em seu momento distinto, dentro do qual localiza-se neste saber. Que tantas vezes se coloca como um não saber para que assim se mova. Com pontos de interrogação bastante presentes.

Ao chegar, deparei-me com jovens envolvidos com a venda de livros. De alguma forma, senti-me tocado com o engajamento. Imaginei a hora em que eles haviam chegado lá, para deixar tudo tão arrumado.  Já tinha café. Ao subir as escadas, encontro o auditório especialmente bonito. O mesmo auditório semanalmente frequentado, que de alguma forma já é de casa, estava arrumado e aconchegante. Pensei: isso é fruto do Desejo. Alguém desejou isso.

O que se fazia presente era uma mistura dos que já estão na Escola há mais tempo e dos que estão chegando. Mas, tudo se misturava. Era uma coisa só.

As mesas começaram a apresentar seus trabalhos. E fui percebendo algo que para mim é uma marca que muito aprecio na Escola. Que é a forma natural e tranquila com que não se levam a sério. Quando digo isso, não estou me referindo a outra coisa senão à naturalidade com que se colocam, muitas vezes, na posição de não saber. E começar uma apresentação sem saber onde ela terminará, apenas sabendo que o desejo os levou até ali e que o não saber fará o resto. O Testemunho de Passe de Maria Josefina Fuentes, apresentado na primeira noite, é um destaque a esse respeito.

Talvez o que faça tal postura acontecer seja o acolhimento generoso sempre presente na Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Rio.

No fim da primeira noite, eu já estava encantado, cativado e apaixonado. E ao descer as escadas me deparo com gente. Parecia que a festa programada para o dia seguinte já estava acontecendo. E fiquei. Naquele momento não tinha mais como não ir na festa de encerramento da Jornada, também de encerramento do ano. Era impossível não ir. Na manhã do dia seguinte foi a primeira coisa que fiz ao chegar, inscrevi-me para a festa.

Araceli Fuentes fez-se presente como convidada. E junto dela o tempo todo duas intérpretes absolutamente focadas, cada uma a seu modo, confirmaram a cena que já estava estabelecida no dia anterior.

A pose para a foto das equipes que trabalharam expressava alegria e satisfação. Que foto bonita!

No fim, foi deixar o Supereu em algum lugar,  não sei onde,  e ir à Festa.

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