Cartaz de divulgação do terceiro encontro TyA Brasil *Assista a vídeos relacionados ao tema na nossa página do Facebook

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Carta Aberta da Escola Brasileira de Psicanálise em defesa da Democracia

Estamos a algumas semanas do segundo turno de uma eleição que incidirá sobre os alicerces da nossa República e mais radicalmente, implicará em uma escolha entre o ódio ou a democracia, entre o espírito das leis ou uma violência sem freios. No vácuo de uma crise da política representativa e de uma perda de confiança nas instituições, uma parte significativa da população brasileira dá vazão a um discurso de ódio que passa a proliferar na cena social, trazendo consigo expressões típicas do fascismo, tais como a intimidação, o fanatismo e o terror. A instauração deste discurso em toda a sua virulência no laço social e no espaço público, implicam num retrocesso sem precedentes em relação aos avanços que o regime democrático ensejou em suas três últimas décadas no Brasil. Este veio autoritário e dogmático que desponta na subjetividade da época requer, urgentemente, leitura e interpretação.
A democracia assume uma relação direta com a vida, pois, como a psicanálise nos ensina, é atravessada pelos acontecimentos contingentes que marcam a história política de um povo. Cabe a nós, psicanalistas, continuarmos a dar lugar às palavras e aos atos que honram nossos laços com a democracia e com as liberdades públicas. Estes são os propulsores do desejo que esta carta aberta subscreve, como consequência da fala e da presença dos numerosos membros da Escola Brasileira de Psicanálise que participaram da Conversação “Psicanálise e democracia”, promovida pela Movida Zadig-Brasil/ “Doces e Bárbaros”. Uma manifestação enquanto Escola, portanto, só poderia advir da prática da conversação como ato político, e como consequência de uma elaboração provocada, neste momento de crise. Assumir a defesa da democracia neste difícil e grave momento da história de nosso país, exige instaurar uma base permanente de mobilização e diálogo com os núcleos esclarecidos da sociedade civil, por meio de nossa Rede de Política Lacaniana, La Movida Zadig-Brasil. Esperamos que nos próximos dias os movimentos e as forças políticas que se abrigam no mais autêntico espírito republicano, saibam proteger e defender a democracia. A Escola Brasileira de Psicanálise reafirma a sua veemente defesa destes valores fundamentais, e seu repúdio aos discursos de ódio, que promovem a ruína da sociedade e da cultura, e cujos resultados, a história nos ensina, são um empuxo rumo à catástrofe, ao pior.

Jésus Santiago (Responsável pela Movida Zadig-Brasil/ “Doces Bárbaros”)
Lucíola Freitas de Macêdo (Presidente da EBP)
Luiz Fernando Carrijo da Cunha (Diretor da EBP)

13.10.2018.

Lançamento

SEGREGAÇÃO EM TEMPOS DE GUERRA: PSICANÁLISE NA CIDADE

 

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Orgs: Cristina Duba e Tatiane Grova

“Este livro é resultado do que se produziu ao longo do trabalho de alguns anos no Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Direito do Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro. O trabalho de investigação do Núcleo segue as diretrizes do ICP-RJ, no qual se insere, e busca, especificamente, avançar na pesquisa das questões que atravessam os campos da Psicanálise e do Direito, e que se ligam tão intimamente aos nossos tempos e ao mundo em que vivemos.

Este é mais um volume da Coleção Andamento do ICP-RJ, que reúne publicações psicanalíticas que se conectam às áreas da política, da ação social, da saúde mental, da cultura e das artes. Nesse sentido, este volume se inclui na busca do debate com esses diversos campos, por meio da discussão em torno do binômio “segregação e guerra”, tão presente em nossa época e em nossa cidade. Vale, enfim, dizer que, com esse espírito, este livro recolhe, na sua forma, a multiplicidade de interesses que o animou, mas não a esgota; registra esse esforço ao mesmo tempo em que sua realização também o alimenta, faz avançar entre nós a pesquisa que constitui mesmo o seu coração. Boa leitura a todos”.

Cristina Duba

 Logo ICP - só logo

 

C​OMUNICADO DE ABERTURA DAS INSCRIÇÕES PARA A SELEÇÃO DA TURMA DE 2019 DO CURSO DE TEXTOS FUNDAMENTAIS DO INSTITUTO DE CLÍNICA PSICANALÍTICA DO RIO DE JANEIRO (ICP-RJ)

O Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro tem o prazer de comunicar que em 2019​ abrirá nova turma do Curso de textos fundamentais do ICP-RJ.

Sua duração é de três anos, e tem o objetivo de propiciar o acesso a conceitos que ordenam a experiência analítica, a partir de uma leitura de textos de Lacan e de Freud, no contexto da orientação lacaniana estabelecida por J.-A Miller.

As inscrições para o processo de seleção devem ser realizadas na secretaria do ICP-RJ, com a secretária Rosane, devendo o candidato, nessa ocasião, anexar uma carta de apresentação e seu Curriculum Vitae, em 2 (duas) vias, no qual devem constar os telefones e o e-mail, e será entrevistado por 2 (dois) membros do Conselho do ICP-RJ.

O período de inscrição é de 08 de outubro a 01 de novembro de 2018.

O resultado do processo será comunicado até 10 de dezembro de 2018.

A data para inscrição dos selecionados na secretaria do ICP vai do dia 10 a 18 de dezembro de 2018.

 

Conselho Deliberativo do ICP-RJ

Informações: Rua Capistrano de Abreu 14/16, Botafogo

Telefone : 22867993

icprio@icprio.com.br

 

 

Unidade de pesquisa Clínica e política do ato

Programa para o segundo semestre de 2018

 

Coordenação: Ondina Machado e Heloisa Caldas

Ato e segregação

O tema do Encontro Brasileiro de 2018 – “A queda do falocentrismo. Suas consequências para a psicanálise” – permitirá pensar nas análises nos tempo atuais, de sujeitos que, a despeito de se livrarem do Outro, caem na malhas de um Outro feroz, rígido, com o qual não há papo, sequer na intimidade fantasmática. A falta de dialética enseja mais ao ato que à reflexão e encaminha a solução do mal estar à formação de comunidades de gozo que muitas vezes sustentam o sujeito. Aqui pretendemos pensar um dos conceitos básicos da psicanálise, a identificação, e questionar a relação entre a saída identitária e as formas de segregação que presenciamos atualmente. Por outro lado, tanto a entrada em análise quanto seu término implicam em um ato. Que tipo de ato implica o término da análise? Seu desfecho leva à redução de um ponto de singularidade que recorta o gozo único que habita cada um de nós. Como fazer isso sem entrar na lógica segregativa nem virar um ermitão? Estas são as questões que pretendemos abordar em nosso programa de pesquisa.

Programa:

1 – Comunidades de gozo: da identificação à segregação. Sexo, seitas, religiões e partidos

2 – Identificação ao sinthoma ou como fazer laço com o gozo singular

Os temas serão abordados alternando a teoria com casos clínicos extraídos de nossa prática ou da literatura disponível.

Frequência: quinzenal, sempre às segundas e quartas sextas-feiras do mês.

Horário: 14:30, na sede da Seção Rio da EBP.

Bibliografia:

Laurent, É. O avesso da biopolítica. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2017.

Laurent, É. “Racismo 2.0”. In: Lacan Cotidiano, n. 371. AMP Blog, Acessível por: http://ampblog2006.blogspot.com.br/2014/02/lacan-cotidiano-n-371-portugues.html

Delgado, O.; Fridman, P. Indagaciones psicoanalíticas sobre la segregación. Olivos: Grama Ediciones, 2017.

Holck, A.L.L.; Santos, A. O que se passa? Análises lacanianas e outras histórias. Rio de Janeiro: Subversos, 2012.

Miller, J.-A. Extimidad. Los cursos psicoanalíticos de J.-A.Miller. Buenos Aires: Paidós, 2010.

Racismo e psicanálise

por Geisa de Assis

Os objetos de estudo da Unidade de pesquisa Clínica e política do ato têm sido o racismo e a segregação. Com estes dois significantes, e partindo da indicação de Miller em “Racismo e extimidade” de que a segregação seria conhecida pelo nome batido de racismo, equivalendo os dois, decido, a partir de uma indicação de Ondina, não ir rápido demais e a cada encontro me perguntar: haveria uma especificidade do racismo como segregação? Certamente esta pergunta não foi respondida de primeira e sua resposta será construída a cada passo, encontro e texto.

Pretendo, neste texto, vislumbrar essa construção, mas já deixo uma importante indicação de Mbembe (2018) sobre a especificidade do racismo. Em “Necropolítica”, o autor afirma que “…a função do racismo é regular a distribuição da morte e tornar possíveis as funções assassinas do Estado” (Mbembe, 2018, p.18).

O primeiro texto lido na Unidade foi “Racismo 2.0” de Éric Laurent. Dentre muitas indicações importantes, como, por exemplo, a de que a raiz do racismo está no corpo e na fraternidade do corpo e de que os mercados comuns se equilibrarão numa ampliação cada vez mais dura dos processos de segregação, indicações, estas, de Lacan recolhidas por Laurent, uma me chamou atenção: “De fato, o racismo muda seus objetos à medida em que as formas sociais se modificam (…)”. Aqui, torna-se importante apresentar um pouco da minha pesquisa para clarear porque essa indicação, que parece autoexplicativa, em mim fez eco.

Minha pesquisa é resultado da inquietação provocada pelas recorrentes mortes de cidadãos negros na cidade do Rio de Janeiro. Tais mortes inquietam, pois ultrapassam e esgarçam a noção de civilidade. A pesquisa, portanto, se impôs como uma exigência. Olhos abertos e atentos à cidade do Rio de Janeiro, aos múltiplos bairros que a compõe, a diferença salta ao olhar. Não a diferença singular e inalienável a cada sujeito, ou as diferenças que, segundo Angela Davis, são como fagulhas criativas. A diferença que salta ao olhar, ao atravessar a cidade, é a diferença que marca o acesso, ou melhor, o não acesso, em última análise, à dignidade e à vida.

Diferença marcada pela cor e que determina a dita guerra sobre a qual nos reportam as manchetes dos jornais. Logo, essa guerra às drogas faz a polícia morrer e matar, e o exército operar apenas nas favelas, lugar de preto e favelado. Ali, até uma criança com roupa de escola é suspeita. A morte faz parte do cotidiano desta cidade, mas a expressão “bala perdida” parece não fazer mais sentido, principalmente quando o corpo que mais jaz no chão é o corpo negro. Aqui, a bala tem endereço. O corpo negro no Brasil, e, especialmente, no Rio de Janeiro, é um corpo alvejável[1].

Segundo dados compilados pelo Instituto de Segurança Pública com base em boletins da Polícia Civil, obtidos pelo UOL através da Lei de Acesso à Informação, entre janeiro de 2016 e março de 2017, 9 em cada 10 mortos pela polícia no Rio de Janeiro eram negros ou pardos, e cerca de 22% ocorreram em morros ou favelas. Segundo o mesmo Instituto, a cada 100 mortos no Brasil, 71 são negros; e, de acordo com o Atlas da violência, a estimativa é que cidadãos negros tenham um risco 23,5% maior de serem assassinados em relação a outros grupos populacionais. Além disso, do ano de 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídio caiu em 12,2% entre não negros, a mesma aumentou em 18,2% entre negros.

Estes números colocam em xeque de forma radical a democracia racial brasileira, ou melhor, o mito da democracia racial brasileira, ainda operante. Tal mito consiste na crença de que, no Brasil, brancos e negros têm as mesmas possibilidades de existência. Assim, o Brasil vendeu sua imagem de paraíso racial e, sobre ela, se constituiu. Uma das explicações para isto é a solução que o governo brasileiro encontrou para o problema da presença do negro pós-abolição: a miscigenação, a partir do fomento da imigração de brancos, principalmente, europeus. O objetivo do governo brasileiro era que, em 100 anos, não houvesse mais negros no país; objetivo que claramente fracassou.

O fracasso deste projeto não significou a extinção do racismo, mas sim lhe deu outras roupagens e maneiras de operar. Aqui, destaco o significante genocídio, entendido não apenas como morte física, mas qualquer tipo de estratégia que apaga a existência, como aponta Abdias Nascimento em “O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado”.

Depois deste breve panorama, é preciso nos perguntar: será que, no Brasil, foi o objeto do racismo que mudou? Não é o que parece.

Com isto, recolho uma importante indicação de Heloísa Caldas frente à persistência do racismo contra o negro no Brasil. Segundo ela, não se trataria de uma mudança do objeto do racismo, mas sim de uma mudança de semblante.

Lacan trabalha a noção de semblante a partir da sua teoria dos discursos. Os quatros discursos que ele elabora seriam indicados a partir dos deslocamentos dos termos da estrutura tetraédrica. O semblante é um desses termos. No seminário 18, Lacan aproxima a noção de semblante à noção de significante ao afirmar que “o significante é igual ao status como tal do semblante”. O semblante, em Lacan, se afasta da noção de falso, já que “a verdade não é o contrário do semblante” e “a diz-mansão da verdade sustenta a do semblante”.

Tomo, aqui, a noção de semblante como uma função; agente do discurso, como aponta Lacan; como as diversas roupagens das quais um discurso se serve a fim de se manter operante ao longo dos anos. A partir das indicações de Laurent e Heloísa, poderíamos afirmar que o racismo no Brasil se manteve operante, pois seu semblante mudou à medida que as formas sociais se modificaram? Assim, conseguiríamos vislumbrar as relações históricas do racismo contra o negro no Brasil, quer dizer, a escravidão, a miscigenação, o mito da democracia racial e, atualmente, o genocídio da população negra, como semblantes de um discurso racista?

A aproximação entre semblante e significante também nos faz introduzir este outro conceito de Lacan. Dentro da lógica do racismo, a criação de significantes condensa e veicula o gozo a ser segregado, direcionando a segregação a qualquer um que seja atravessado por este significante. Achille Mbembe (2018), em “Crítica da razão negra”, ilustra como isto ocorre com a criação do nome negro, tomado, aqui, como significante:

“…o nome “negro” foi, desde sempre, uma forma de coisificação e de degradação. Seu poder era extraído da capacidade de sufocar e estrangular, de amputar e castrar. Aconteceu com esse nome o mesmo que com a morte. Uma íntima relação sempre vinculou o nome “negro” à morte, ao assassinato e ao sepultamento. E, óbvio, ao silêncio a que deveria necessariamente ser reduzida a coisa – a ordem de se calar e de não ser visto” (Mbembe, 2018, p. 264).

Vimos que, no Brasil, não parece ser uma mudança de objeto, mas sim uma mudança de semblante que mantém o racismo contra o negro, já que o objeto do racismo permanece o mesmo. Ele se mantém, mas a maneira que se apresenta já não é a mesma, levando muitos a acreditar que não há racismo no Brasil.

Retomamos, mais uma vez, a citação de Laurent, desta vez, completa: “De fato, o racismo muda seus objetos à medida que as formas sociais se modificam, mas, conforme a perspectiva de Lacan, sempre jaz, numa comunidade humana, a rejeição de um gozo inassimilável, domínio de uma barbárie possível”. Aqui, cabe perguntar: a manutenção do racismo, a partir da mudança de semblantes, seria sustentada pela rejeição deste gozo inassimilável, domínio de uma barbárie possível? Ou seja, o racismo contra o negro no Brasil persiste por: 1) seu semblante mudar à medida que se modificam as formas sociais; e, 2) por estar sustentado por um gozo inassimilável? Poderia ser, esta, uma chave de leitura para as barbáries que presenciamos, as mortes sem fim?

Termino com uma indicação de Marcelo Veras, uma perspectiva não a partir do que segrega, mas daquele que é alvo da segregação e o que ele faz com isto:

“…o Outro para o negro, no Brasil de hoje, são os milhões de negros escravizados, em subempregos, as mães empregadas domésticas, os jovens negros assassinados a cada 23 minutos, os pais humilhados, etc. Eis porque o significante reparação é tão importante na questão do racismo hoje”.

Para o negro no Brasil, segundo Veras, o significante a ser destacado é reparação, reparação do Outro, o que nos leva a entender o movimento de resgate da ancestralidade, da história, música, dança, vestimentas, literatura, filosofia e religião africanas, por muitos jovens negros no Brasil como afirmação da sua negritude como vida que vale a pena ser vivida frente ao genocídio de sua população. Isto não parece ser muito diferente de um dos movimentos que Césaire (2012) apresenta em seu poema “Diário de um retorno ao país natal”:

Ó morte teu pântano pastoso!

Naufraga teu inferno de destroços! aceito!

No fim da madrugada, poças perdidas, perfumes errantes, furacões encalhados, cascos sem mastros, velhas chagas, ossos apodrecidos, boias cegas, vulcões acorrentados, mortos mal enraizados, gritar amargo. Aceito!

E a minha original geografia também; o mapa do mundo feito para o meu uso, não pintado com arbitrárias cores dos sábios, mas de acordo com a geometria do meu sangue derramado, aceito

e a determinação da minha biologia, não prisioneira de um ângulo facial, de uma forma  de  cabelo,  de  um  nariz  suficientemente  achatado,  de  uma  tez  suficientemente melânica, e a negritude, não mais índice cefálico, ou um plasma, ou um soma, medindo- se agora ao compasso do sofrimento

e o negro cada dia mais baixo, mais covarde, mais estéril, menos profundo, mais disperso,  mais  separado  de  si  mesmo,  mais  sonso  consigo  mesmo,  menos  imediato consigo mesmo

aceito, aceito tudo isso

[1] O termo alvejável foi utilizado por Luiz Eduardo Soares no livro “Ódio, segregação e gozo” (2012, Subversos).

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Referências Bibliográficas:

CÉSAIRE,  Aimé.  Diário  de  um  Retorno  ao  País  Natal.  São  Paulo:  Editora  da Universidade de São Paulo, 2012.

LACAN, Jacques (1971). O Seminário, livro 18: de um discurso que não fosse semblante. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

LAURENT,    Eric.    Racismo    2.0.    http://ampblog2006.blogspot.com/2014/02/lacan- cotidiano-n-371-portugues.html Acesso em 14/07/2018.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições, 2018.

 ________________ Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n-1 edições, 2018.

MILLER, Jacque-Alain. Racismo e extimidade. In: Derivas analíticas: Revista digital de psicanálise e cultura da Escola Brasileira de Psicanálise – MG. Nº: 4 (Maio 2016). VERAS, Marcelo. A contingência negra. In: Correio Express https://www.ebp.org.br/correio_express/extra001/texto_MarceloVeras.html acesso em 14/07/2018.

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/07/26/rj-9-em-cada-10- mortos-pela-policia-no-rio-sao-negros-ou-pardos.htm acesso em 14/07/2018.

https://g1.globo.com/politica/noticia/enquanto-homicidios-de-negros-crescem-taxa-cai- no-restante-da-populacao.ghtml acesso em 14/07/2018.