TOPOLOGIA

Coordenação: Stella Jimenez e Angélica Bastos

Periodicidade e horário: sexta-feira, quinzenalmente, às 10h30

Início: 17 de março

 

No primeiro semestre de 2017, o Núcleo de Topologia terá como tema o sinthoma no início e no final de análise. Com base em casos trazidos por participantes do Núcleo e casos publicados, buscaremos circunscrever o sinthoma (quarto elo) no momento inicial da experiência analítica, verificar se este quarto elo está presente, suas transformações e, quando possível, o sinthoma a que essa conduziu. Esperamos destacar aspectos topológicos de cada arranjo sinthomático, como os possíveis enodamentos. Recorreremos também a textos teóricos.

 

 

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Programa de 2016.1

Coordenação: Stella Jimenez (stjimenez@terra.com.br) e Angélica Bastos (abastosg@terra.com.br)
Horário: às sextas-feiras, quinzenalmente, às 10h30
Início: 04 de março de 2016

A heresia ética do sexo: Qual a relação entre os nomes genéricos que o sujeito encontra na contemporaneidade e os nomes singulares que surgem na experiência psicanalítica? Além de não ser determinado pelo sexo biológico, nos dias atuais o falasser não é levado a se identificar sexualmente com os tipos ideais tradicionais. Aparecem novas formas de auto-nomeação. O que nós, psicanalistas, temos a dizer sobre isso? Trabalharemos essas questões em casos clínicos de participantes do núcleo, casos da literatura e filmes.

Notícias do Núcleo de pesquisa

No encontro do dia 02 de outubro, o Núcleo de Topologia teve a oportunidade de trabalhar o tema do corpo falante, a partir do caso de uma adolescente que se encontra na passagem lógica da escolha de uma posição entre os sexos.

O trabalho em análise possibilita a mudança do estatuto da fantasia desse paciente da perda de um pedaço do corpo para uma perda simbólica. O despedaçamento do corpo é localizado junto ao pedaço do corpo que é perdido desde sempre.

Ana Martha Maia

* As menções que pudessem identificar o caso clínico foram retiradas em nome do sigilo do paciente.

Notícias do Núcleo de Topologia

Tendo em vista o “império das imagens” e na direção do “corpo falante”, em seus dois últimos encontros, o Núcleo de Topologia trabalhou o conceito de corpo tórico referenciado no Seminário 24:  L’insu que sait de l’une bévue s’aile à mourre (1976-77). Em 21 de agosto, na leitura de um caso de psicanálise com crianças e no dia 18 de setembro, em um caso sobre um corpo falante que busca fazer um corpo através de suplências não ancoradas no simbólico. Neste segundo caso, trata-se de um corpo tórico, furado? Todo corpo pode fazer reviramentos, como os que vimos no caso da criança, o primeiro? – são algumas das perguntas que surgiram.

Stella ressalta que há uma tendência a se pensar na imagem unificada, quando se pensa no imaginário, e se esquece que Lacan sempre colocou, desde o início de seu ensino, que a imagem unificada se sobrepõe a outra imagem, que não é unificada: a imagem do corpo despedaçado. Desta forma, quando agora se fala do “império das imagens”, já não é o império da imagem unificada, mas o império das imagens que mais se ocupam de imaginarizar o corpo fragmentado.

No caso deste segundo corpo falante, desvitalizado, desfalicizado, na falta de uma imagem especular, há a busca da transformação do corpo na imagem do modelo. No entanto, esta amarração dos registros não se sustenta. A tentativa de suplência pela manipulação da imagem fracassa. E é no encontro com Um pai que inicia o desenodamento.

                                                                                                                                          Ana Martha Maia