Notícias do Núcleo de pesquisa

No encontro do dia 02 de outubro, o Núcleo de Topologia teve a oportunidade de trabalhar o tema do corpo falante, a partir do caso de uma adolescente que se encontra na passagem lógica da escolha de uma posição entre os sexos.

O trabalho em análise possibilita a mudança do estatuto da fantasia desse paciente da perda de um pedaço do corpo para uma perda simbólica. O despedaçamento do corpo é localizado junto ao pedaço do corpo que é perdido desde sempre.

Ana Martha Maia

* As menções que pudessem identificar o caso clínico foram retiradas em nome do sigilo do paciente.

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Notícias do Núcleo de Topologia

Tendo em vista o “império das imagens” e na direção do “corpo falante”, em seus dois últimos encontros, o Núcleo de Topologia trabalhou o conceito de corpo tórico referenciado no Seminário 24:  L’insu que sait de l’une bévue s’aile à mourre (1976-77). Em 21 de agosto, na leitura de um caso de psicanálise com crianças e no dia 18 de setembro, em um caso sobre um corpo falante que busca fazer um corpo através de suplências não ancoradas no simbólico. Neste segundo caso, trata-se de um corpo tórico, furado? Todo corpo pode fazer reviramentos, como os que vimos no caso da criança, o primeiro? – são algumas das perguntas que surgiram.

Stella ressalta que há uma tendência a se pensar na imagem unificada, quando se pensa no imaginário, e se esquece que Lacan sempre colocou, desde o início de seu ensino, que a imagem unificada se sobrepõe a outra imagem, que não é unificada: a imagem do corpo despedaçado. Desta forma, quando agora se fala do “império das imagens”, já não é o império da imagem unificada, mas o império das imagens que mais se ocupam de imaginarizar o corpo fragmentado.

No caso deste segundo corpo falante, desvitalizado, desfalicizado, na falta de uma imagem especular, há a busca da transformação do corpo na imagem do modelo. No entanto, esta amarração dos registros não se sustenta. A tentativa de suplência pela manipulação da imagem fracassa. E é no encontro com Um pai que inicia o desenodamento.

                                                                                                                                          Ana Martha Maia